sábado, 30 de abril de 2011

QUEBRA DE PROTOCOLO


Ontem quebrei um protocolo daqui de casa. Temos sempre repetido aos nossos filhos que não devemos faltar às aulas e que só em último caso, como estar bem doente, é que é motivo para não ir à escola.

Como boa parte do mundo, na 5ª, 28, já estava ansiosa para não perder um minuto sequer do casamento do século. Vieram à memória as bodas de Diana, em 1981, quando, no aconchegante sofá dos meus pais, assisti ao conto de fadas. Pensei também no desenrolar dessa trágica História, cheia de desencontros e mentiras. Concluí que não tinha o direito de exigir de meus filhos a assiduidade nesse dia.

Ainda na 5ª à noite, deixei  a decisão para eles. Se quisessem poderiam ficar em casa, com a condição de acompanhar realmente esse fato histórico. E assim foi. Uma delícia! Assistimos ao show de imagens proporcionado por todas as TVs, abertas ou não. Aprendemos sobre costumes, alguns esquisitos aos nossos olhos, e pesquisamos sobre a História do Reino Unido, que em muito antecedeu a da nossa América.  Tudo regado ao fascínio que a realeza nos causa.

Também demos boas risadas com alguns modelitos de chapéus, em forma de vinil ou de alce, como falou uma conhecida. O fato é que inegavelmente foi um acontecimento belo, de um povo tradicionalista e patriota, com os seus aspectos positivos e negativos, inerentes ao ser.

E, ao que me parece, repaginado. Como promete o novo casal real, que veio injetar juventude e inovação aos protocolos tão dogmáticos. A começar pela hoje Duquesa de Cambrigde, que casou com cabelos longos e soltos. A partir de agora, diz a regra,ela  não mais poderá comer crustáceos,carregar bolsas, andar com cabelos esvoaçantes e chorar em público, além de ter que andar a dois passos de seu marido.

Penso que meus filhos, quando tiverem minha idade, lembrar-se-ão, como hoje me lembro, desse momento tão mágico e diferente que testemunhamos. Daí então seus filhos, meus netos, certamente assistirão aos próximos casamentos reais, em um sofá bem quentinho de um lar aconchegante. Porque nessa vida, alguns protocolos foram instituídos para serem quebrados. Já outros, nem tanto.