domingo, 6 de novembro de 2011

Alma Gêmea. Ou sobre Comer, Rezar e Amar, parte 1

Há alguns dias, debati com amigas sobre a existência da "alma gêmea", e se ela existia, o que realmente seria. Como romântica que sou, acredito em sua existência e que seja um raro encontro permitido a poucos nesse planeta.


 Nada tão açucarado, mas um encontro de pessoas que naturalmente partilhem de um mesmo projeto de vida e se completem com sabedoria e cumplicidade.


Outra pessoa falou que isso era uma idealização romântica e que, na visão espírita, não existe a alma gêmea. Existem afinidades que se podem ter com várias pessoas e em vários aspectos. Aí brinquei, defendendo que apesar de acreditar nessa espécie de encontro, a teoria dela me parecia bem mais interessante...


Hoje, apesar de outros temas pendentes para escrever por aqui, cito trecho que, por coincidência, li em meu livro do momento: Comer, Rezar e Amar, de Elizabeth Gilbert.


O que é o olhar e por quantas lentes podemos enxergar essa vida...
Segue: "As pessoas acham que alma gêmea é o encaixe perfeito, e é isso que todo mundo quer. Mas a verdadeira alma gêmea é um espelho, a pessoa que mostra tudo que está prendendo você, a pessoa que chama a sua atenção para você mesmo para que você possa mudar a sua vida. Uma verdadeira alma gêmea é provavelmente a pessoa mais importante que você vai conhecer; porque elas derrubam as sua paredes e te acordam com um tapa. Mas viver com uma alma gêmea para sempre? Não. Dói demais. As almas gêmeas só entram na sua vida para revelar a você uma outra camada de você mesmo, e depois vão embora."

E você, já encontrou, de um jeito ou de outro, a sua?

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Viva o nosso DIA!

Quem nunca preparou uma poção que atire a primeira vassoura! Nem que seja um chazinho para indisposição, insônia, dor de barriga e outras mazelas mais. Quebra pedra, erva doce, capim santo, lambedor, erva cidreira, olho da goiabeira, folhas de pitangueira, quixaba, hortelã da folha miúda, mastruço, e outras ervas do gênero.


Quem nunca se achou mais bonita e atraente na lua cheia que entorte o seu nariz!


Quem nunca perguntou ao seu espelho se existe alguém mais bela, que o espatife!


Quem nunca rogou uma praga, nem que seja de um incômodo gástrico, que crie verrugas no rosto!


Quem nunca cogitou fazer uma poção mágica para "segurar" aquele gato, que se transforme em corvo!


E, por fim, quem nunca teve aquela intuição certeira, ao menos uma vez na vida, que continue cega pelo resto da vida!


 E é por esses e inúmeros outros motivos que Afrodite vem parabenizar a bruxa que existe em cada uma de nós. FELIZ DIA DAS BRUXAS, COLEGAS!

domingo, 30 de outubro de 2011

Papai Noel, não chegue tão cedo!

Não sei o que dá no universo, mas fim de ano é sempre a mesma coisa. O tempo corre da gente, as obrigações se multiplicam e a criatura, exausta.


E cada ano esse furdunço começa mais cedo. Final de setembro, quando fui a um mercado e vi enfeites de natal nas prateleiras, minha coluna arrepiou!


Faço o possível para escapar dessa frequência, mas como criatura normal que sou, tem coisas que não se podem renegar. Os compromissos, esses são indiscutíveis. Não curto muito o consumismo, mas quero presentear os queridos. E por aí vai.


Para incrementar o roteiro, vem uma flebite e me bota de molho. Era tudo que eu precisava final de ano. De pernas para cima uns dias. Mas já vou melhorando e o humor voltando ao normal. Não tenho do que reclamar e a saúde é realmente uma das riquezas da gente.


Por enquanto, o assunto daqui é o Halloween. E todos estamos empolgados com a fantasia de bruxa da minha filha e a festa da escola. Elaborar a roupa, pensar nos detalhes. Isso é ótimo! Pensando bem, o Natal não está tão perto assim. Curtamos as coisas dia a dia, sem esquecer a organização. ; )

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Sobre feeling, Conexão e visão


Segue discurso de Steve Jobs, na Universidade de Stanford, 2005. Homenagem de Afrodite a esse espírito genial. Suas palavras dispensam maiores comentários.

Você tem que encontrar o que você ama
Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.
A primeira história é sobre ligar os pontos.
Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais 18 meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina.
Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.”
Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de seis meses, eu não podia ver valor naquilo.
Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok.
Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo.
Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.
Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.
Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.
De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.
Minha segunda história é sobre amor e perda.
Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação — o Macintosh — e eu tinha 30 anos.
E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses.
Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício].
Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa.
A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple.
E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple.
Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.
Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz.
Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.
Minha terceira história é sobre morte.
Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último.” Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.
Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.
Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.
Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas.
Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus.
Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem.
Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá.
Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.
O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém.
Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas.
Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.
E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.
Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.
Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes de o Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês.
Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras:
“Continue com fome, continue bobo.”
Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.
Obrigado.

sábado, 17 de setembro de 2011

Afrodite visita Chico


Após mobilizar polícia ambiental, bombeiros e veterinários, o macaco-prego Chico foi capturado na tarde dessa quinta feira, na rua do Sossego, em Recife. 

Provando que nunca é tarde para mudar de vida, Chico, no auge dos seus 17 anos, esteve na mídia nacional durante quatro dias e deu trabalheira para ser pego e retornar a sua moradia.

Afrodite aproveitou a manhã ensolarada desse sábado e foi visitar nosso herói, que mora no Parque 13 de Maio, em pleno centro da capital pernambucana. O Parque, inaugurado em 1939, é uma área de alguns hectares generosamente arborizados com palmeiras imperiais, mangueiras e demais espécies.

O local é bem cuidado e organizado. Frequentado por famílias, muitas crianças e casais românticos, que  namoram à sombra das frondosas árvores, o espaço merece ser divulgado como mais uma opção de passeio diurno da cidade.
Embora o objetivo fosse encontrar nosso amigo Chico, não teve como não nos impressionarmos com o deleite que o Parque proporciona. Antes da área do minizoológico, um lago com patos, gansos, iguanas e muitas tartarugas atrai a atenção de todos.


Após contornar o lago, grandes viveiros acomodam jandaias, tucanos, papagaios e ... macacos. E lá estão eles, mais ou menos uns oito dividindo a jaula e a atenção das pessoas. Um do grupo, talvez em sinal de protesto, jogou comida na camisa de um rapaz. Todos ao redor acharam engraçado, menos a "vítima", claro.
Chico mora em outro viveiro maior, na companhia de uma única macaca. E lá estava ele, menos agitado que os outros, de focinho arranhado pela captura, e andando de um lado para outro como à procura de uma nova brecha para o mundo da aventura.
Após as fotos e uma breve "conversa" com o macaco famoso, Afrodite seguiu para o outro lado do Parque, o espaço dos equipamentos infantis. Muitas crianças corriam, escorregavam e alegremente comemoravam sua liberdade pós clausura em apartamentos. Assim como fez o sábio Chico.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O macaco tá certo

Pernas pra quem te quero. Ou, no caso, patas pra quem te quero! Um primata vem ocupando o seu lugar ao sol nos últimos dias. Ao sol, às árvores e na mídia. Atende pela graça de Chico e sua façanha foi ter dado uma escapada de seu claustro e estar driblando, até o presente momento, os órgãos públicos como Bombeiros e Ibama.


Chico tem 17 anos e há muitos é morador do Parque Treze de Maio, no centro do Recife. Desde segunda feira ficou evidente que seu domicílio não foi escolha espontânea, pois na primeira oportunidade, danou-se mundo afora.

Pensando bem, está muito mais interessante pular de galho em galho nos oitizeiros da cidade, ser alimentado pelos bondosos moradores, e além de tudo, ter seus quinze minutos de fama, que já se estendem para quatro dias.

Os moradores da rua do Sossego não pensam muito diferente, pois Chico veio trazer animação à monotonia. Desde sua célebre chegada, descoberta por uma veterinária que estava à sua procura, a imprensa - escrita, ouvida e televisada - montou cobertura constante no bairro, para não perder uma peripécia da celebridade.


"Que gente esquisita", deve estar pensando ele, ao acompanhar o fusuê lá embaixo. "Agora virei mote para se questionar a capacidade de os governantes administrarem os imprevistos da cidade, do Estado e quiçá, do País". Macaquices à parte, a única saudade que Chico deve estar sentido é de sua parceira, que ficou a ver algodão doce no Parque. "Mas, pensando bem, ela demonstrou ser meio lentinha, pois bom mesmo é a minha liberdade!"; palavras de Chico. E o macaco está certo.  

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Prepare-se para encrenca! Encrenca em dobro!


Para proteger o mundo da devastação!
                          Para unir as pessoas de nossa nação!
Para denunciar os males da verdade e do amor!
Para estender o nosso poder às estrelas!
jessie! james! Equipe Rocket decolando na velocidade da luz!
Rendam-se agora ou preparem-se para lutar!
Meow eh isso aí!


No universo Anime Pokemon, ou Poket Monster, a equipe de vilões é mesmo quem rouba a cena. Ash Ketschum, o garoto treinador dos bichinhos, acompanhado de seus amigos fiéis Misty, May e Brock, não chegam aos pés dos impagáveis Jessie e James, em termos de, digamos, persistência.

Apesar de sempre se dar mal nos episódios, a Equipe Rocket, formada pela dupla, juntamente com o mala Meow, um Pokemon que acrescenta um mínimo de cérebro à equipe, não desiste de seus planos para capturar Pikachu e derrotar Ash e sua turma.

O grande segredo da Equipe Rocket possivelmente é a sua entrada triunfal nos episódios. Sabe, eles chegam assim "botando moral" e anunciando pretensiosamente: "Preparem-se para encrenca", e em seguida declamam o bordão acima.


Mesmo que em quase todas as vezes eles decolem na velocidade da luz (ao fim de cada episódio), dá gosto ver aquela dupla de cabelos vermelhos e roxos, ele com uma rosa vermelha entre os dentes, "se achando". É um tipo de empáfia desprovida de cérebro - que só existe pela presença do pokemon Meow.


Assisto a Pokemon desde o fim dos anos 90, quando meu filho mais velho era criança fanática pelo desenho. Hoje acompanho minha filha, que também não perde um episódio, agora transmitido diariamente pela RedeTV, a partir das 18 horas.

Os bichinhos são coloridos, interessantes com suas habilidades, e as histórias legaizinhas. O tempero vem com a dupla fashion e atrapalhada. Posso estar sem tempo para acompanhar as estórias do começo ao fim, mas corro mesmo para a frente da telinha quando ouço o jargão: "Prepare-se para encrenca! Encrenca em dobro!" Adoro!