domingo, 19 de setembro de 2010

O valioso Tempo dos Maduros

Recebi o texto através do e-mail de um amigo. Ele fala por si só.

"O Valioso Tempo dos Maduros

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.Tenho muito mais passado do que futuro.

Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas. As primeiras ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares talentos e sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral. As pessoas não debatem conteúdos, apenas rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade.

Quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial!"

Mário de Andrade (1893-1945)

sábado, 11 de setembro de 2010

Mera coincidência


Isso a gente tem que concordar: ela é arrojada. A voz é boa e a música também. Mas o que vem alavancando a carreira da Srta. Gaga são os seus figurinos, digamos, fora do convencional. Bizarros! Fico pensando como a criatividade humana não tem limites! E não tem. E o pior é que combina com ela. Vai eu fazer uma coisa dessas...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Despindo-me de coisas velhas


O título inicial destas linhas seria "Por que excluí meu Orkut". Mas ao me ouvir melhor compreendi que a proposta ia mais além. Nós seres humanos temos a mania de sair amontoando uma série de coisas ao nosso redor. O que nos serve e o que não.
Muitas vezes, quando percebemos isso, já estamos tão sobrecarregados de tralhas - físicas e emocionais - que não sabemos por onde começar a nos despojar de ao menos metade. Eu comecei pelo meu Orkut.
Nada contra a ferramenta, até porque ele me propiciou, ao longo de anos, reencontros maravilhosos. Mas já havia chegado seu tempo e eu estava apenas relutando por apego. Apego ao virtual. Mais um item de tralhas modernas que agora também carregamos no paralelo universo.
Difícil foi clicar em "confirmar" a exclusão. Doeu. Mas após a dor veio aquela ótima sensação de leveza e liberdade. E assim é o meu propósito para o resto deste ano. Eliminar os excessos, até porque eles nos embaçam a vista e muitas vezes nos confundem sobre o que é mais importante.
Ter uma casa de campo e viver com o orçamento pendurado ou também desfazer-se dela e poder ter mais paz e qualidade de vida ao lado da família? Duas contas bancárias? Roupas que não cabem mais em mim ou em meu gosto? Mobília demais nos cômodos? De repente tudo ao meu redor estava cheio de excessos... E o menos torna-se bem mais.

domingo, 1 de agosto de 2010

Jovem é outro papo!


É como beber na fonte da juventude. Participar da convenção de super-heróis é um ato de renovação das forças. Tarde de domingo e a pedida foi o SuperHeroCon 2010, no Centro de Convenções do Teatro da UFPE.

De antemão, sabia se tratar de um encontro de leitores de quadrinhos e dos mangás, nome dado aos quadrinhos japoneses. Nada além. O fato de ter um filho de 13 anos e a curiosidade sobre eventos além dos lugares comuns da cidade me levou até o local.

À medida que íamos chegando, a curiosidade aumentava pois ao longe já se via pela movimentação que a coisa prometia. E quando vi gente fantasiada andando pela rua já me espantei, e fui logo sendo esclarecida pelo filho de que se tratava de cosplay (costume play=representação de personagem a caráter). Ah, bom.

Ao chegar à Convenção (à essa altura já me desculpando pelo "encontro") tive um aproach com He-man. E aí já foi como se eu fizesse parte daquela tribo. Saquei minha máquina e pedi uma foto com o musculoso. O marido olhou de banda e o filho achou que era mico. Só sei que fotografei ao lado do rival do Esqueleto.

A grande maioria era de jovens adolescentes. Outra parte já eram os marmanjos e uma minoria representativa era de pais que visivelmente estavam curtindo tanto quanto nós.

Organizadíssimo o evento. Tinha sala para competição de karaokê das músicas dos seriados, sala para jogos eletrônicos, um salão para os jogos de cards dos personagens (daquelas que já comprei aos montes para meu filhote) e no auditório, parte da tarde foi de quizz (perguntas sobre personagens e seus episódios) e a outra para o concurso dos cosplayers, que eram a grande estrela do evento.

Boa parte dos cosplays eu não conhecia. Mas consegui identificar o grupo todo do Pokemon, Goku, dos X-men, Lanterna Verde, e que alegria ao ver meus contemporâneos Ghost Busters, isso mesmo, os Caça-fantasmas também estavam presentes! Assim como a Bela e a Fera e as bruxérrimas Malévola e Cruela, entre as quais tirei mais uma foto!

Que tarde divertida e como as pessoas têm sede de cultura e de espaço para expressarem sua criatividade. Só tinha gente do bem. Jovens tranquilos vivendo suas fantasias de forma saudável. Saí com uma ótima impressão e a vontade de retornar. Acompanhou-me ainda uma espécie de saudade do que não vivi. Olhei para o marido e falei:Na nossa época não tinha isso. Ele concordou com um aceno.

Fomos para uma pizzaria e eu não conseguia responder minha própria pergunta sobre qual personagem teria feito cosplay. E não consegui, até agora. Mas a resposta veio atualizada para o presente. Nós dois seríamos Shrek e Fiona. Dei-me por satisfeita. E mais ainda: por feliz em ter a capacidade de estar acompanhando o evoluir do tempo.


quinta-feira, 8 de julho de 2010

O polvo traíra


Não tem palpite que se compare à categoria de Paul. O molusco residente do aquário Sea Life, em Oberhausen, na alemanha, não poupou nem mesmo os seus conterrâneos.
Apostou na Espanha nas quartas de final e esquentou mais ainda o debate sobre o seu poder aquático-divinatório. Mas parece que o feeling do sabichão é quando sua seleção está na jogada. Tá bom de a Fifa arrumar um papagaio ou um caranguejo, algo do gênero por aqui... Afinal, a voz do polvo...

domingo, 4 de julho de 2010

WEHRMACHT

Na 2ª Guerra Mundial, o exército alemão, invencível até a batalha de stalingrado, recebeu o nome de WEHRMACHT. Tradução: Máquina de guerra. Assim foi a Seleção Alemã perante a atônita Argentina. Foi uma lavagem, um massacre. Inacreditáveis 4 x 0.

Estava em aula durante todo o sábado e no intervalo do almoço fui, junto com duas amigas, almoçar em um shopping da cidade. Parecia jogo da Seleção Brasileira. O povo vibrava com os gols e vaiava os closes do técnico vizinho. Essa brincadeira de ser contra a Argentina é levada bem a sério por aqui. Assim como por lá. À noite, vi na tv a cobertura da derrota da Argentina na Argentina e uma mulher que foi entrevistada não perdeu tempo: - mas estou satisfeita porque vcs foram primeiro.

Por aqui lamentamos que a América Latina vá saindo de cena assim (agora só resta o Uruguai). E particularmente lamento que o sonho do Maradona tenha acabado, ao menos por enquanto. Era bonito de se ver. Um vibrador como ele merece sucesso. Assim como sua Seleção. Mas ficou assim: nem Dunga e nem Maradona. E o polvo profeta já sentenciou: essa copa é dos alemães.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

VAI UM SUCO DE LARANJA AÍ?


Todo mundo passado. Passada a torcida, passados os jogadores, passado o técnico. Passada até a Seleção da Holanda. Por essa ninguém esperava. Foi impressionante a seleção que retornou no segundo tempo. Desconcertada, desajeitada. Até parecia que havia sido modificado todo o staf. E foi a hora de a laranja - oportunista - dar a virada.

Coisas do futebol. Coisas do Brasil. Culpado Dunga? Culpado Felipe Melo? Agora é a hora de a imprensa descer o sarrafo. Como não entendemos de futebol, nos abstemos. Como torcedores, lamentamos. E muito.

Agora vamos curtir o banzo e cada um que torça - ou não - por outra seleção. Afrodite fecha com Maradona e sua turma. Hey, apple, hey apple!